Poetas Brasileiros


Este pequeno Guia de Poetas Brasileiros é o resultado de um trabalho contínuo de levantamento biográfico e seleção criteriosa de poemas, realizado com o objetivo de oferecer um panorama da poesia nacional. Para cada autor, elaborou-se um perfil com base em literatura acadêmica e outras fontes bibliográficas. 

O objetivo é promover e divulgar a poesia brasileira em toda a sua diversidade, ajudando o leitor a ter acesso ao cânone e a vozes contemporâneas, bem como compreender não apenas o verso, mas o tempo e o espaço de cada poeta.

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Por Período Histórico | Lista Alfabética (A-Z) | Por Estado Brasileiro


Pesquisa por período

Nesta seção, os poetas estão agrupados de acordo com os movimentos estéticos e contextos históricos que moldaram suas obras.

O Barroco (Séc. XVII)

Período de consolidação da colonização portuguesa. A literatura barroca refletiu as tensões religiosas e políticas da época, especialmente a influência da Contrarreforma Católica e do absolutismo europeu. A expressão literária barroca é marcada pela exploração de dualidades  entre o espiritual e o material, o sagrado e o profano.

O Arcadismo (Séc. XVIII)

O Arcadismo, também chamado Neoclassicismo, corresponde ao movimento literário entre o Barroco e o Romantismo, espelhando os ideais do Iluminismo europeu. O período valoriza a mitologia clássica, o bucolismo e o carpe diem, enfatizando a vida simples e equilibrada, com linguagem clara e objetiva.

A cidade de Vila Rica (hoje Ouro Preto), epicentro da Arcádia Ultramarina - sociedade literária que aglutinou intelectuais iluministas -, foi o berço do Arcadismo nacional.

O Romantismo (Séc. XIX)

O Romantismo brasileiro acompanha o processo de independência e formação da identidade nacional. Surgiu com Suspiros Poéticos e Saudades (1836), de Gonçalves de Magalhães, e encontrou seu centro no Rio de Janeiro. O movimento valorizou o sentimentalismo, a subjetividade e a exaltação da natureza e do passado histórico.

Temas recorrentes incluem o amor idealizado, o indianismo (valorização do indígena como símbolo nacional), o nacionalismo e a liberdade individual. A linguagem é expressiva e emotiva, marcando uma ruptura com o formalismo neoclássico.

Realismo e Naturalismo (Séc. XIX - XX)

O Realismo e o Naturalismo aparecem como reações ao Romantismo, focando na objetividade e no retrato crítico da sociedade. O Realismo enfatizou a análise psicológica e social, enquanto o Naturalismo aprofundou-se no determinismo e nas influências biológicas e sociais sobre o indivíduo.

Parnasianismo (Fim do Séc. XIX)

O Parnasianismo chegou ao Brasil no final do século XIX, enfatizando a perfeição formal, a objetividade e a impessoalidade, em oposição à emotividade romântica. O soneto tornou-se a forma preferencial, e os temas privilegiavam a mitologia clássica e a descrição rigorosa da realidade.

Simbolismo (Fim do Séc. XIX - XX)

O Simbolismo brasileiro foi uma reação ao racionalismo parnasiano, valorizando a subjetividade, o misticismo, a musicalidade e a sugestão poética. Utiliza-se uma linguagem expressiva, explorando temas como morte, espiritualidade e transcendência.

Poesia e Música (Fim do Séc. XIX - XX)

A canção foi um suporte fundamental da lírica brasileira. Este espaço reconhece autores que, através da música, construíram uma poética autêntica enraizada nas tradições populares e na inovação rítmica.

Modernismo – 1ª Geração (1922-1930)

Possuindo como principal marco a Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo, o Modernismo brasileiro rompeu com tradições anteriores, buscando uma identidade cultural autêntica e uma linguagem inovadora. Influenciado por vanguardas europeias, valorizou a linguagem coloquial e a liberdade formal.

Modernismo – 2ª Geração (1930-1945)

A Geração de 30 consolidou o projeto modernista, aprofundando o engajamento social e político. A poesia tornou-se mais madura, explorando temáticas existenciais e sociais, ainda com liberdade formal.

Modernismo – 3ª Geração e Transição (Pós-1945)

Caracterizada pela retomada da busca por rigor formal e equilíbrio entre forma e conteúdo, a Geração de 45 produziu uma poesia reflexiva e elaborada.

Poesia Brasileira Contemporânea (Anos 70 - Atualidade)

Período marcado pela Poesia Marginal (Geração Mimógrafo) e, posteriormente, pela pluralidade de estilos. Caracteriza-se pelo esvaziamento dos "ismos" e pela coexistência de múltiplas vozes, da lírica individual à crítica social urbana.


No século XXI, a produção poética brasileira incorpora diversidade temática, de linguagens e de suportes midiáticos. O diálogo com a tradição permanece, e também as experimentações individualistas. Autoras e autores contemporâneos transitam entre o lirismo, a crítica social e a busca por novas linguagens, refletindo um Brasil complexo e multifacetado.

  • Poetas: Ademir Assunção, Adriane Garcia, Allan Jones, Alice Sant'Anna, Amanda Bruno, Ana Martins Marques, Ana Rushe, Bruna Beber, Bruna Piantino, cavalodadá, Celso Borges, crroma, Daniel Minchoni, Eveline Sin, Fabiano Calixto, Júlio Abreu, Líria Porto, Marcelo Dolabela, Marcelo Montenegro, Maria Rezende, Mariana Botelho, Micheliny Verunschk, Narlan Matos, Norma de Souza Lopes, Paulinho Assunção, Ricardo Aleixo, Ronald Polito, Sergio Melo, Thais Guimarães, Vera Casanova, Wir Caetano.

Poesia anônima e popular

Inclui poemas populares, sem autoria nem data de criação. Escapam, dessa forma, à classificação em períodos ou escolas literárias.

Pesquisa alfabética (A-Z)

Uma listagem completa de todos os poetas publicados no site, organizada alfabeticamente para facilitar a localização.

Pesquisa por estado

Lista com os poetas distribuídos segundo o estado de origem, o que não definie a estética da obra. Muitos poetas aqui listados foram migrantes, mudando-se, algumas vezes ainda jovens, do estado em que nasceram para outro estado do país.