Myriam Fraga



Myriam Fraga foi uma poeta de grande força expressiva, navegando por paisagens ou acontecimentos passados, combinando registros de história pessoal e coletiva.

Biografia 

Myriam de Castro Lima Fraga nasceu em Salvador, Bahia, em 9 de novembro de 1937. O pai, médico e professor de medicina, cultivava o gosto pelas artes e pela literatura. Através do ambiente familiar e da educação, Myriam desenvolveu interesse pela leitura e pelas letras, começando a escrever a partir dos dezesseis anos.

Casou-se cedo e logo tornou-se mãe, por isso dispôs de pouco tempo para se aprofundar nos estudos. Seu primeiro poema foi publicado em 1962, aos 23 anos, por uma revista do Rio de Janeiro. A partir daí, realizaria outras publicações em veículos da imprensa.

O primeiro livro de poesia veio em 1964, publicado pelas Edições Macunaíma - pequena editora baiana com pentração no círculo literário baiano. Em 1969, publicou o segundo livro. Pelas década seguintes, trilhou uma trajetória literária contínua e diversificada, publicando quase até o fim da vida. 

Myriam teve importante participação na vida cultural baiana, tanto na produção literária quanto na articulação de projetos. Entre 1980 e 1986, esteve à frente de iniciativas na Fundação Cultural do Estado da Bahia, onde coordenou a Coleção dos Novos e idealizou o Centro de Estudos de Literatura Luiz Gama, atual Departamento de Literatura.

De 1984 a 2004, foi colunista do Jornal A Tarde de Salvador. Assinava a coluna Linha D’água, sobre cultura e que se publicava aos domingos. Tomou posse, em 30 de julho de 1985, na Academia de Letras da Bahia, ocupando a Cadeira nº 13. Em 1987, participou da criação da Fundação Casa de Jorge Amado, instituição que dirigiu como executiva por quase três décadas, até 2015.

Recebeu inúmeros prêmios por sua obra, entre eles o Prêmio Arthur de Salles - por seu segundo livro de poesia - e o Prêmio Casimiro de Abreu. Ela faleceu em Salvador no ano de 2016, em decorrência de leucemia.

Obras

Do livro 'Marinhas', 1964

Do livro 'As purificações ou O sinal de talião', 1981

Do livro 'A lenda do pássaro que roubou o fogo', 1983

Do livro 'Femina', 1996

Do livro 'Poesia reunida', 2021

Para consulta

Outras informações estão disponíveis no endereço eletrônico da poete Myriam Fraga.

da Paz, V. S. (2015). Entre tradição e deslocamento: diálogo entre poemas de hoje e de sempre. Revista Inventário. Salvador, n. 16, jan-jul.
Hoisel, E., & Lopes, C. (Orgs.). (2011). Poesia e memória: a poética de Myriam Fraga. Salvador: EDUFBA.
Hoisel, E. (2018). Poesia revisitada: leitura da obra de Myriam Fraga. Estudos Linguísticos e Literários, 59, 288–298.
Lopes, C. C. (2018). Elogios da amizade: uma leitura de Myriam Fraga. Estudos Linguísticos e Literários, 59, 277–287.
Ribeiro, M. G. (2009). A memória mítica ressignificada na poesia de Myriam Fraga. Terceira Margem, 13(20).
Soares, A. (2011). “Sem pontes para o abismo”: um trágico percurso de busca de autoconhecimento pela mulher em “O risco na pele” de Myriam Fraga. Diadorim: revista de estudos linguísticos e literários, Rio de Janeiro, v. 9.
Trindade, V. A., Patrício, R. M. R., & Fonseca, A. (2012). Poesia e cidade: nas trilhas da modernidade. Cadernos do CNLF, Vol. XVI, Nº 04, t. 3.
Trindade, V. A., Patrício, R. M. R., & Fonseca, A. (2013). Imagens da paisagem urbana, natural e ecológica na poesia de Myriam Fraga. Cadernos do CNLF, Vol. XVII, Nº 05. Rio de Janeiro: CiFEFiL.