Violeta - Casimiro de Abreu

Casimiro de Abreu, poeta do Romantismo brasileiro

Poema de Casimiro de Abreu



Sempre teu lábio severo
Me chama de borboleta!
- Se eu deixo a rosa do prado
É só por ti - violeta!

Tu és formosa e modesta,
As outras são tão vaidosas!
Embora vivas na sombra
Amo-te mais do que às rosas.

A borboleta travessa
Vive de sol e de flores...
- Eu quero o sol de teus olhos,
O néctar dos teus amores!

Cativo de teu perfume
Não mais serei borboleta;
- Deixa eu dormir no teu seio,
Dá-me o teu mel - violeta!




Fonte: "Obras Completas", B L Garnier, 1887.
Originalmente publicado em: "Primaveras", 1858.
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