Berço e túmulo - Casimiro de Abreu
Poema de Casimiro de Abreu
Trago-te flores no meu canto amigo
- Pobre grinalda com prazer tecida -
E - todo amores - deposito um beijo
Na fronte pura em que desponta a vida.
É cedo ainda! - Quando moça fores
E percorreres deste livro os cantos,
Talvez que eu durma solitário e mudo
- Lírio pendido a que ninguém deu prantos!
Então, meu anjo, compassiva e meiga
Depõe-me um goivo sobre a cruz singela,
E nesse ramo, que o sepulcro implora,
Paga-me as rosas desta infância bela!
Fonte: "Obras Completas", B L Garnier, 1887.
Originalmente publicado em: "Primaveras", 1858.
Veja a biografia, lista de poemas e artigos sobre Casimiro de Abreu.
Fonte: "Obras Completas", B L Garnier, 1887.
Originalmente publicado em: "Primaveras", 1858.
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