À mesma rainha (implorando-lhe a comutação da pena de morte)

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Poema de Alvarenga Peixoto



A paz, a doce mãe das alegrias,
O pranto, o luto, o dissabor desterra:
Faz que se esconda a criminosa guerra
E traz ao mundo os venturosos dias.

Desce, cumprindo eternas profecias,
A nova geração dos céus à terra;
O claustro virginal se desencerra,
Nasce o Filho de Deus, chega o Messias.

Busca um presépio, cai no pobre feno
A mão onipotente, a quem não custa
Criar mil mundos ao primeiro aceno.

Bendita sejas, lusitana augusta!
Cobre o mar, cobre a terra um céu sereno,
Graças a ti, ó grande, ó sabia, ó justa!



Fonte: "Obras Poéticas", Livraria B. L. Garnier, 1865.
Originalmente publicado em: dispersos em obras como "Parnaso Brasileiro", "Novo Parnaso Brasileiro", "Miscelânea Poética",, "Jornal Poético" e "Coleção de poesias", entre 1809 e 1855.


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