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Poema de Ildefonsa Laura César



       Amor imprime
       N'alma o prazer;
       Ditoso o vivente
       Que o sabe manter.

O coração que à Cupido
Não tem sujeita a vontade
Não avalia, não preza
Terno amor, doce amizade.

Mas eu que, nos seus transportes,
Firmei a felicidade,
Saboreio a cada instante
Terno amor, doce amizade.

Quando longe de meu bem
Nutro aspérrima saudade,
No seu regresso desfruto
Terno amor, doce amizade.

       Amor imprime
       N'alma o prazer;
       Ditoso o vivente
       Que o sabe manter.



Fonte: "Ensaios Poéticos", Tipografia Epifânio J. Pedroza, 1844.
Originalmente publicado em: "Ensaios Poéticos", Tipografia Epifânio J. Pedroza, 1844.


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