Poema de Orides Fontela
A teia, não
mágica
mas arma, armadilha
a teia, não
morta
mas sensitiva, vivente
a teia, não
arte
mas trabalho, tensa
a teia, não
virgem
mas intensamente
prenhe:
no
centro
a aranha espera.
Fonte: "Poemas escolhidos", Nexus, 2021.
Originalmente publicado em: "Teia", Geração Editorial, 1996.