Sebastião - Manoel de Barros
Poema de Manoel de Barros
Todos eram iguais perante a lua
Menos só Sabastião, mas era diz-que louco daí pra fora
- Jacaré no seco anda? - preguntava.
Meu amigo Sabastião
Um pouco louco
Corria divinamente de jacaré. Tinha um
Que era da sela dele somentes
E estranhava as pessoas.
Naquele jacaré ele apostava corrida com qualquer peixe
Que esse Sabastião era ordinário!
Desencostado da terra
Sabastião
Meu amigo
Um pouco louco.
Fonte: "Poesia Completa", Editora Leya, 2010.
Originalmente publicado em: "Poemas concebidos sem pecado", 1937.
Fonte: "Poesia Completa", Editora Leya, 2010.
Originalmente publicado em: "Poemas concebidos sem pecado", 1937.
