Escultura - Orides Fontela
Poema de Orides Fontela
O aço não desgata
seus espelhos múltiplos
curvas
arestas
apocalíptica fera.
O aço não se entrega
e nem se estraga é
forma
- presença imposta sem signos.
O aço ameaça
- imóvel -
com a aspereza total
de seu frio.
Ó forma
violenta pura
como emprestar-te algo
humano
uma vivência
um nome?
Fonte: "Poemas escolhidos", Nexus, 2021.
Originalmente publicado em: "Helianto", Editora Duas Cidades, 1973.
