Enseada de Botafogo - Manoel de Barros
Poema de Manoel de Barros
O corpo quase que morava ali, equilibrado nas curvas da enseada
Ao lado dos carros vermelhos que transportavam os donos da vida para seus escritórios
Ao lado dos emigrantes subjugados ao infinito
E crianças reclinadas sobre as ondas azuis.
Tantas vezes o corpo sobre as curvas, tantas
Que ficou como certas casinhas tortas, que jamais podem ser evocadas fora da paisagem.
Fonte: "Poesia Completa", Editora Leya, 2010.
Originalmente publicado em: "Face imóvel", 1942.
Que ficou como certas casinhas tortas, que jamais podem ser evocadas fora da paisagem.
Fonte: "Poesia Completa", Editora Leya, 2010.
Originalmente publicado em: "Face imóvel", 1942.
