A criança - Murilo Mendes
Poema de Murilo Mendes
Suas formas seus regatos suas colinas
Pacientemente esperam
Dois pequenos luminares,
Um para testemunhar o pai,
Outro para testemunhar a mãe.
Traz ainda vestígios do túnel noturno,
Esboço de sua futura prisão.
As mãos desenham pássaros,
Os pés tocam peixes rebeldes.
Sobre o berço anunciador
Pende a espada.
Fonte: "Poesia completa e prosa", Nova Aguilar, 1994.
Originalmente publicado em: "Poesia liberdade", Editora Globo, 1945.
Pende a espada.
Fonte: "Poesia completa e prosa", Nova Aguilar, 1994.
Originalmente publicado em: "Poesia liberdade", Editora Globo, 1945.
