Stromboli
Poema de Antonio Cicero
Dormes,
Belo.
Eu não, eu velo
Enquanto voas ou velejas
E inocente exerces teu império.
Amo: o que é que tu desejas?
Pois sou a noite, somos
Eu poeta, tu proeza
E de repente exclamo:
Tanto mistério é.
Tanta beleza.
Fonte: "Guardar - poemas escolhidos", Record, 2006.
Originalmente publicado em: "Guardar", Record, 1996.