Liberdade Condicional
Poema de Olga Savary
Que eu toda me torne desterro,
lugar de exílio, exílio em ti;
meu corpo é um edifício erguido
com vista para o mar, ou seja,
como o mar rodeando a ilha,
todo com vista para ti.
Que sejas a tensa corda
do arco só a atirar
- único prazer da memória -
setas não para a altura
mas em única direção
abaixo da minha cintura.
setas não para a altura
mas em única direção
abaixo da minha cintura.
E te amo morto ou vivo
com a certeza de quem sabe
do grande fogo das vísceras,
cartas marcadas de risco,
cujo mapa é só abismo,
precipício onde se cai
com a certeza de quem sabe
do grande fogo das vísceras,
cartas marcadas de risco,
cujo mapa é só abismo,
precipício onde se cai
de mãos dadas com o perigo
e as sete quedas do vício.
Fonte: "Repertório selvagem - obra reunida", Biblioteca Nacional/ Multi Mais/ Universidade de Mogi das Cruzes, 1998.
Originalmente publicado em: "Linha-d´água", Massao Ohno/Hipocampo Editores, 1987.
Fonte: "Repertório selvagem - obra reunida", Biblioteca Nacional/ Multi Mais/ Universidade de Mogi das Cruzes, 1998.
Originalmente publicado em: "Linha-d´água", Massao Ohno/Hipocampo Editores, 1987.