Poema de crroma
O futuro minera
o corpo de povos,
minera lugares
por componentes.
A cobiça prolifera
no futuro da elétrica utopia
ou de intelectos artificiais.
Rasga leitos terrestres.
Abre solos em minas,
abre bichos e chuvas,
abre os nomes,
convertidos em austeridade rija.
O futuro minera sonhos,
a preservar a estéril
consumação do mundo
por quem de industrioso triunfo.
Minera-se com poeiras
tradições e origens,
com dinamite as geografias,
o verde com desmatamento,
para estender ao futuro
o reincidente desdouro.
(De Agência Brasil: ´Busca por minerais da transição energética acelera crise climática´)
