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Poema de Silva Alvarenga



Suave agosto, as verdes laranjeiras
Vem feliz matizar de brancas flores
Que, abrindo as leves asas lisonjeiras,
Já zéfiro respira entre os pastores,
Nova esperança alenta os meus ardores
Nos braços da ternura.
Ó dias de ventura,
Glaura vereis à sombra das mangueiras!
Suave agosto, as verdes laranjeiras
Com a turba dos amores
Vem feliz matizar de brancas flores.



Fonte: "Obras Poéticas", B. L. Irmãos Garnier, 1864.
Originalmente publicado em: "Glaura: poemas eróticos", Officina Nunesiana, 1799.

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