Somente amor


Poema de Joaquim Norberto de Sousa Silva



Quem viver pode,
Quem há que exista
E que resista
Ao doce amor?

Tudo o que vive
E que respira,
Gozar aspira
Somente amor.

Empoleirado
Sobre o raminho,
O passarinho
Gorjeia amor.

A flor do vale,
Desabrochando,
Vai desfrutando
Gozos de amor.

Galerno vento
Ledo cicia,
Sua harmonia
É toda amor.

No céu a glória,
No horrendo averno
Martírio eterno,
Na terra amor.

E pois, Armia,
É nossa dita,
Nossa desdita
Somente amor!



Fonte: "O livro de meus amores", B. L. Garnier, 1848.
Originalmente publicado em: "O livro de meus amores", B. L. Garnier, 1848.

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.