13. Profetas de Minas
Poema de crroma
Quase meio ano
sem pingo de chuva.
Minas Gerais estia.
O sol derramado no azul
ou por trás de fumaça.
Tirou-se a mata,
veio anômala carestia.
Semiárido se expande
nas terras do norte.
Tanta secura,
a cozinhar o solo,
não se debela
em única estação úmida.
Partes de Minas
não são mais as mesmas.
Suas gentes boquissecas,
seus campos sequiosos,
escalvadas suas igrejas.
E do chão quebrado brotam
áridos profetas
com anúncios de tristeza.
