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Poema de Fernando Pessoa



Doze signos do céu o Sol percorre,
E, renovando o curso, nasce e morre
Nos horizontes do que contemplamos.
Tudo em nós é o ponto de onde estamos.

Ficções de nossa mesma consciência,
Jazemos o instinto e a ciência.
E o sol parado nunca percorreu
Os doze signos que não há no céu.



Fonte: 'Obra Poética', décima edição, Editora Nova Fronteira, 2001.

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