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Poema de Manoel de Barros



Quando o mundo abandonar meu olho.
Quando o meu olho furado de belezas for esquecido pelo mundo.
Que hei de fazer?
Quando o silêncio que grita de meu olho não for mais escutado.
Que hei de fazer?
Que hei de fazer se de repente a manhã voltar?
Que hei de fazer?
- Dormir, talvez sonhar.



Fonte: "Poesia Completa", Editora Leya, 2010.
Originalmente publicado em: "Retrato do artista quando coisa", 1998.

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