Poesiautomática: embora


Poema de crroma



1

A juventude é o diamante
duro, multifacetado,
brilhante.
Ao longo da avenida, os corações.
Cravada em cada porta
uma promessa.

Mas vem as coisas, e o tempo
passa,
e o mundo parece frio e estranho.
O vazio,
o vazio,
como se as almas fossem.

Insiste-se em aproveitar
o caminho do dia.
Mas às vezes a dor é todo sentimento,
e o vazio,
o vazio.

Com um pente
arrumam-se os cabelos.
Em casa se pega um sorriso.
Embora presos de susto, como se perdidos,
espera-se que valha à pena
abrir a próxima porta,
você e eu.


2

O sopro do inverno.
A vida custa caro.
A vida difícil.
As preocupações se acumulam:
como pagar as contas do mês?
A vida tão magra.

Pudesse escalar um pico.
Pudesse o dia menos sombrio.
Pudesse fazer -
mas fazer o quê?
Um pouco mais,
ou fazer uma chance.
Por enquanto se enviam
dezenas
de currículos.

Pague-se as contas porque o inverno fica.
Os casacos aquecem e economizam.
E ninguém impõe a luta
contra essa sombra amarga que consome
a noite e o dia.

O custo da vida
continua,
da vida difícil,
de desânimo.
Insistimos em frente,
você e eu,
atrás de uma maneira de seguir.


1+2

O mundo em juventude
havia nada que não pudesse suportar.
Os corações cheios.
Mas foram desperdiçados
pela ausência do em que se empregarem.

Vieram as coisas, passou
o tempo.
O vazio, o vazio,
o desemprego dos corações por toda parte.

O custo das vidas capitalistas
alto, difícil de suportar.

Procuram-se preenchimentos
contra o vazio,
o vazio.
Como se destruído
nosso comum caminho.
Sem portas a aproveitar o dia.

Tudo o que sentimos
e o vazio,
você e eu, o lado de fora,
e o vazio.

Penteiam-se os cabelos,
arrumam-se os cabelos,
coloca-se um sorriso em casa
na invenção cotidiana da esperança.
No meio dessa fadiga,
encontra-se uma maneira ainda,
embora o desânimo, embora
o inverno, embora
difícil.


(trechos 1 e 2 produzidos e na sequência misturados como o trecho 1+2 por inteligência artificial.  Posteriormente editado pelo autor)

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