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Poema de Hilda Hilst



Tudo é triste. Triste em nós
Vivos ausentes, a cada dia esperando
O imutável presente. Tudo é triste.
Triste como eu, antiga de carícias
De olhos e lamentos, lenta no andar,
Lenta, irmã de algum canto de ave,
Do silêncio na nave, irmã.



Fonte: "Da Poesia", Editora Companhia das Letras, 2017.
Originalmente publicado em: "Roteiro do Silêncio", editora Anhembi, 1959.


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