O humano; vaidades

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Poema de crroma



O humano, ser da Terra tão peculiar,
surgindo nas planícies africanas,
bípede ao mesmo tempo criou
o poder de todos
e o poder de uns contra os outros.
Vaidoso de vaidosos,
ao primeiro foi se cegando,
ao segundo foi cobiçando,
desde sempre se en-
volvendo
em lutas, em
disputas.

Por cooperação o humano fez conhecimento,
caracterizou a Natureza,
entendeu o predador e a presa,
caçou, coletou, plantou o próprio
alimento. No en-
tanto, vaidoso de vaidosos,
em arma transformou a ferramenta
e se soube cruel,
desigual,
violento.

Entre semelhantes
inventou a dessemelhança:
deuses fornicando divergências,
classes-castas
a dividir o solo humano
com mãos estiadas.

A feminina coletividade,
fértil, promissora, alvissareira,
dobraram-na,
de joelhos ante o poder
sanguíneo, ante o súcubo
poder privado.

O humano se entregou a alumbramentos,
produziu música, arte, filosofia,
viu as galáxias por telescópios orbitais,
enviou sondas robóticas
ao Sol e à todos os planetas.
E ainda, vaidoso de vaidosos,
construiu a indústria
tecnológica da guerra
para lucrar com conflito e morte;
construiu a rede
mundial de comunicação
para lucrar com a mentira.

Não se libertou das trevas:
irracional, não compreende
a si mesmo,
às mudanças que encetou
e modificam irreversivelmente
a história terrestre.

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