Poesiautomática: No centro de São Paulo

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crroma



Pela mente transbordante,
pelo corpo abandonado
de marquises e descartes
das ruas em que a cidade
desistiu de ser,
resiste uma beleza.
Uma fruta decomposta
ou o fagulhar de olhos
que o trabalho vendendo chicletes
vai convertendo em cimento.
 
Vagueio escuro,
desvelo o que a miséria envia.
Meu interior no caos entorpecido.
O destino se me impôs
indiferentes madrugadas.
Ainda assim persevero
com beleza
um tanto esquecida,
muito mofada:
faminta.

Escutam-se ecos
da pessoa que fui outrora.
Cumpra bruta sentença
a frágil pobreza,
segundo o juízo de cada um
nesta metrópole vilipendiosa.
Vacilante cintilo
uma dureza crua; 
é bela a ruína que sou,
ao vento exposta.



(poema produzido por inteligência artificial e posteriormente editado)