Marly de Oliveira
Para sobreviver com fome,
sede, fibra, força, farpa,
tudo o que move o animal,
tudo o que fere e maltrata.
Para sobreviver como arma,
contra a secura que mata,
por mais que não se dispare
e por mais que seja escassa
a vontade de viver,
ou melhor, sobreviver,
a tanta dureza (áspera).
Fonte: "Antologia poética", Editora Nova Fronteira, 1997.
Originalmente publicado em: "O banquete", Editora Record, 1988.
Fonte: "Antologia poética", Editora Nova Fronteira, 1997.
Originalmente publicado em: "O banquete", Editora Record, 1988.
