Miguel Baez, "Litri" - João Cabral de Melo Neto
Poema de João Cabral de Melo Neto
Ele toureava cada tarde
num cara-coroa, um jogar-se.
Não podia tourear um touro
se não o fizesse corpo a corpo.
Cada touro como que enrolava
na cintura, como outra faixa,
sem pensar como a despiria
no fim da faena que fazia.
Toureando, chamava a cornada
que cada touro traz guardada,
que não tem hora é sem receita,
como todo touro é surpresa.
Fonte: "A educação pela pedra e depois", Editora Nova Fronteira, 1997.
Originalmente publicado em: "Sevilha andando", Editora Nova Fronteira, 1989.
Fonte: "A educação pela pedra e depois", Editora Nova Fronteira, 1997.
Originalmente publicado em: "Sevilha andando", Editora Nova Fronteira, 1989.
