Poema da tarde

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Poema de Murilo Mendes



A tarde move-se entre os galhos de minhas mãos.
Uma estrela aparece no fim deste meu sangue,
Minha nuca recebeu o hálito fino de uma rosa branca.
Todas as formas servem-se mutuamente,
Umas em pé, outras se ajoelhando, outras sentadas,
Regando o coração e a cabeça do homem:
E dentre os primeiros véus surge Maria da Saudade
Que, sem querer, canta.



Fonte: "Murilo Mendes: Melhores Poemas", Global Editora, 2012.
Originalmente publicado em: "Poesia Liberdade", Editora Agir, 1947.




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