Emílio Moura
O homem triste está meditando todas as formas,
brinca com a luz, joga com símbolos,
sonha com um mundo que ninguém vê.
O homem triste está dentro de um grande círculo de chamas.
O sol nasce e multiplica-se em todos os ângulos.
Inumeráveis, as linhas se cruzam.
São mundos que nascem,
mil mundos,
inquietos e vivos,
brotando da luz.
O homem triste está quieto.
Quanta treva dentro dele!
Fonte: "Itinerário poético", Editora UFMG, 2002.
Originalmente publicado em: "Canto da hora amarga", Editora Os Amigos do Livro, 1936.
