Cacaso (Antônio Carlos de Brito)
Meu neto prolonga meu filho:
O mundo não tem conserto.
Um latido ao longe me diz que é noite:
O arrepio da memória.
Há milênios alimentamos esta fogueira.
À sombra de meu queixo
a torre transfigurada e o
cão:
A língua nervosa lambendo o infinito.
Fonte: "Poesia completa", editora Companhia das Letras, 2020.
Originalmente publicado em: "A palavra cerzida", José Álvaro Editor, 1967.
Fonte: "Poesia completa", editora Companhia das Letras, 2020.
Originalmente publicado em: "A palavra cerzida", José Álvaro Editor, 1967.
