Emílio Moura
Entre estas margens e aquelas,
que abismos de solidão.
Quem me diz, nesta voragem,
se as águas vêm ou se vão?
Ó noite, dá-me o sentido
do que há de ser o Outro Lado
que meus olhos não verão.
Fonte: "Itinerário poético", Editora UFMG, 2002.
Originalmente publicado em: "Cancioneiro", Edições do Trevo, 1945.
