Emílio Moura
A tarde diluída dentro de mim. O mundo tão vasto!
As antenas da imaginação nas ondas de todo o mundo.
Milhares de vidas (paisagens: milhares!)
dão à alma o sentido diluído do maravilhoso fragmentado.
O desconhecido é a única base do espírito que viaja.
Vontade de dominar todos os vislumbres da consciência em naufrágio.
Oh! mas é inútil pensar na libertação de ser um dentro de si mesmo.
O que vale é o que transborda, o que nos transcende a cada instante
e adere às formas do que não vemos e cria as realidades que serão eternas
e faz o mundo tão vasto.
Fonte: "Itinerário poético", Editora UFMG, 2002.
Originalmente publicado em: "Ingenuidade", Editora Os Amigos do Livro, 1931.
