Astrid Cabral
As raízes da alegria
remontam a ruas de pedra
nuvens nadando riachos.
São cúmplices de junquilhos
tamarindos, galos e grilos
arautos de lua e sol.
Elas se enredam nos pés
molhados de sal e no ar
onde voei em ave de aço.
Pela memória do pai
a perdida alegria
renasce e acende o dia.
Fonte: "Rasos d'água", Editora Valer, 2003.
Originalmente publicado em: "Rasos d'água", Editora Valer, 2003.
Fonte: "Rasos d'água", Editora Valer, 2003.
Originalmente publicado em: "Rasos d'água", Editora Valer, 2003.
