Astrid Cabral
Noturníssimas as noites
sem neurose de néons.
Bruxuleio de lampiões
lâmpadas agonizantes
sob cortejos de insetos.
Noites de gasoso carvão
e árvores almas penadas.
Noites de peixes nadando
em rios de fundo piche.
Ai ocultos vultos embru-
lhados em dobras de trevas!
Ai ameaças de morte
vindo das bocas dos becos!
(Negros medos corroendo
os alicerces do ser!)
Fonte: "Visgo da terra", Editora Valer, 2005.
Originalmente publicado em: "Visgo da terra", Editora Valer, 2005.
Fonte: "Visgo da terra", Editora Valer, 2005.
Originalmente publicado em: "Visgo da terra", Editora Valer, 2005.
