Emílio Moura
Sozinho, sozinho, perdido na bruma.
Há vozes aflitas que sobem, que sobem.
Mas, sob a rajada ainda há barcos com velas
e há faróis que ninguém sabe de que terras são.
- Senhor, são os remos ou as ondas o que dirige o barco?
Eu tenho as mãos cansadas
e o barco voa dentro da noite.
Fonte: "Itinerário poético", Editora UFMG, 2002.
Originalmente publicado em: "Ingenuidade", Editora Os Amigos do Livro, 1931.
