Congonhas do Campo - Emílio Moura

Emílio Moura - poeta da segunda geração do modernismo brasileiro
Emílio Moura



O silêncio da tarde é sem limites.

Os profetas sonham,
o adro rescende a eternidade,
a alma recua.

Tudo retorna à sua origem.
Tudo é eterno.




Fonte: "Itinerário poético", Editora UFMG, 2002.
Originalmente publicado em: "Habitante da tarde", 1969.