Emílio Moura
Fiquei de mim tão distante
que já nem sinto quem sou.
Com certeza ando perdido
por entre túmulos, ou
nalgum sonho tão remoto
que já nem tem mais sentido.
Para onde levo a minha vida,
se não fiz dela o que sou?
Fonte: "Itinerário poético", Editora UFMG, 2002.
Originalmente publicado em: "O espelho e a musa", Movimento Editorial Panorama, 1949.
