Astrid Cabral
Imersa em mares interiores
morosa navego sondando
o mundo desmoronado
que a memória não devolve
embora o desejo me cobre.
Varo por avulsas matas
ele coral buscando luas
naufragadas.Tudo é nada.
Solitária como nunca
sou órfã de toda amarra.
Fonte: "Íntima fuligem", Editora Valer, 2017.
Originalmente publicado em: "Íntima fuligem", Editora Valer, 2017.
