Adriane Garcia
Pagar, pagar, pagar
Com a mesma moeda ou com outra
Pagar a qualquer preço
Esvaziar a alma, pagar
Tirar tudo, oferecer
A outra face, dar a César
O que é de César
E até o que não é
Perambular de novo
Olhar vitrine, ver
Ela, o sonho de consumo
Mais caro, mas caro demais
E descobrir com as mãos nos bolsos
Que não há nada além da pedra
E quebrar a vitrine com o gosto
De quem nunca vai provar a Paz.
Fonte: "O nome do mundo", Editora Armazém da Cultura, 2014.
Originalmente publicado em: "O nome do mundo", Editora Armazém da Cultura, 2014.
