Adriane Garcia
Porque ontem era uma
E hoje outra, sofro
Porque amanhã serei aquela
Que não conheço,
Essa ansiedade.
Porque nunca o conhecido
Mundo, uma vez que seja,
Repetida essa insegurança.
Morro todo milésimo de segundo
Renasço noutros, os mesmos
Compadeço-me dos que enlouquecem
Nessa embriaguez frenética
De tantas mortes sem velório.
Fonte: "O nome do mundo", Editora Armazém da Cultura, 2014.
Originalmente publicado em: "O nome do mundo", Editora Armazém da Cultura, 2014.
