Dora Ferreira da Silva
Pousa a mão numa réstea
do desassossêgo.
Partes desconhecidas uns dos outros,
somos. O espaço de um voo
é despedida.
Compreendo o silêncio da lua.
Mas o que diz o vento à janela
incessantemente?
Fonte: "Poesia reunida", Topbooks Editora, 1999.
Originalmente publicado em: "Talhamar", Editora Massao Ohno/Roswitha Kempf, 1982.
