Adriane Garcia
No bar do Seu Agostinho dependurava-se
pães sovados num varal
Eu não sabia como, mas a conta de minha mãe
também era pendurada
Éramos seis e só sabíamos comer o pão, macio
Que indiretamente mãe sovava, sabe-se lá
com que fome.
Fonte: "Fábulas para adulto perder o sono", Camino Editorial, 2013.
Originalmente publicado em: "Fábulas para adulto perder o sono", Camino Editorial, 2013.
