Marly de Oliveira
O ar que respiro
é tão tranquilo
aqui nestes campos verde malva
nesta velha fazenda,
onde nem casa
mais existe,
e livre anda o gado pela terra,
e as novilhas se espalham
quentes ao sol,
virgens ainda.
Alto capim medra em toda a parte.
Não há cheiro de estábulo
nem de alecrim.
O ar nem tem cheiro
por estas paragens silenciosas;
o ar se respira apenas.
Nestes gerais
vive-se mais,
penso comigo olhando o campo,
toalha desdobrada.
Fonte: "Antologia Poética", Editora Nova Fronteira, 1997.
Originalmente publicado em: "A vida natural/ O sangue na veia", Editora Leitura S.A., 1967.
Fonte: "Antologia Poética", Editora Nova Fronteira, 1997.
Originalmente publicado em: "A vida natural/ O sangue na veia", Editora Leitura S.A., 1967.
