Marly de Oliveira
Na minha solidão sem esperança,
não grito, não proclamo,
nem alcanço entender por que motivo
sempre perco o que amo.
Segue a tristeza seu infecundo curso,
enquanto cresce a grama
discreta, no jardim.
Tudo tão deserto e nu,
onde o sol brilha, e em mim,
que ponho toda a força na minha recusa:
só sou livre assim.
Fonte: "Antologia poética", Editora Nova Fronteira, 1997.
Originalmente publicado em: "Aliança", Editora Nova Fronteira, 1979.
Fonte: "Antologia poética", Editora Nova Fronteira, 1997.
Originalmente publicado em: "Aliança", Editora Nova Fronteira, 1979.
