Astrid Cabral
A muitos a solidão fere.
A muitos conviver maltrata.
Alguns rasgam bilhetes cartas
jogando ao lixo inúteis buquês.
Outros aguardam palavras doces
convites e flores que tardam.
Junto à balança perguntai
o que mais convém ou apraz:
liberdade ou companhia?
Em todo caso jamais
invejar de alguém a sina.
A dor costura qualquer criatura.
Fonte: "Íntima fuligem", Editora Valer, 2017.
Originalmente publicado em: "Íntima fuligem", Editora Valer, 2017.
