Dora Ferreira da Silva
Lá está o sobrado
na ladeira íngreme
de terra vermelha
e também rio e salgueiros
Lá está
principalmente Esther
a de bela voz
cantando
e os pássaros calando
para ouvi-la
Eu sinto! É a hora de muitas flores
anunciando
visitas afetuosas
seu licor predileto
(de figo ou de laranja?)
Não
não é mais a qualidade externa
mas eterna
do ar
Propagam-se a si devolvidas
formas pulsantes
dessa vida que é mar
Pela ars armandi
CONCHAS ENFIM RECUPERADA
em permanência e beleza
adeus esquecimento!
O céu é sempre calmo
Fonte: "Poesia reunida", Topbooks Editora, 1999.
Originalmente publicado em: "Retratos da origem", Editora Rowsitha Kempf, 1988.
Fonte: "Poesia reunida", Topbooks Editora, 1999.
Originalmente publicado em: "Retratos da origem", Editora Rowsitha Kempf, 1988.
