Marly de Oliveira
Bem que as águas recolhiam
meu rosto cheio de espera.
Ao vento dava-me, e às flores
um rubor de primavera.
Entravam nos olhos úmidos
formas vagas e concretas,
e a um passo a manhã e o vento
me atiravam suas setas.
Anterior às distâncias,
apenas um muro alto,
que tinha um nome de um lado,
e do outro o meu sobressalto.
Amor, ai, bem que podias
sobreviver a um tal vento.
E foste um sol estiolando
o jardim que ia crescendo.
Fonte: "Antologia Poética", Editora Nova Fronteira, 1997.
Originalmente publicado em: "Cerco da primavera", Editora Livraria São José, 1957.
Fonte: "Antologia Poética", Editora Nova Fronteira, 1997.
Originalmente publicado em: "Cerco da primavera", Editora Livraria São José, 1957.
