Ary Barroso
Caboca, quando os teus olhos me olharam
e teus braços me abraçaram,
quase que enlouqueci.
Caboca, caboca cheia de viço,
me puseste um tal feitiço,
que nunca mais te esqueci.
Caboca, fugi pro meio do mato,
sem saber que teu retrato
trazia no coração.
Caboca, que nas curvas do caminho,
as curvas do teu corpinho,
me vinham à imaginação.
Caboca, sapoti de seiva forte,
das matas virgens do norte,
perfumadas como quê…
Caboca, caboca simplicidade,
nem mesmo aqui na cidade,
posso de ti me esquecê.
Caboca, juro por Nossa Senhora,
que por esse mundo afora,
coisa igual não pode havê.
Caboca, é o Brasil bem brasileiro,
que descubro em você.
Letra de Ary Barroso e José Carlos Burle.
Fonte: "Portal Ary Barroso", acessado em 2026.
Originalmente publicado em: disco Odeon 11.115A, 1934.
Originalmente publicado em: disco Odeon 11.115A, 1934.
