Adriane Garcia
Garganta seca
Estrada, túnel estéril
O asfalto, de atrito, não quer mais
Mandar ruídos
A afonia caminha
Para a mudez definitiva
É transeunte
Com todos os riscos de atropelamento
Para que servem as amídalas?
Fonte: "O nome do mundo", Editora Armazém da Cultura, 2014.
Originalmente publicado em: "O nome do mundo", Editora Armazém da Cultura, 2014.
