Dora Ferreira da Silva
Do prumo da beleza se inclinam,
o pólen quase negro.
Efêmeras, apenas mais densas que o ar,
intensas para milênios,
adorno da dor nos banquetes
fúnebres.
A vida levam ao extremo
da morte
enquanto o ramo entretece em dedos
a grinalda frouxa:
despedida
de pequenos sóis purpúreos,
résteas de lua.
Sorriso que se esvai
na mais bela das bocas.
Fonte: "Poesia reunida", Topbooks Editora, 1999.
Originalmente publicado em: "Talhamar", Editora Massao Ohno/Roswitha Kempf, 1982.
Fonte: "Poesia reunida", Topbooks Editora, 1999.
Originalmente publicado em: "Talhamar", Editora Massao Ohno/Roswitha Kempf, 1982.
