Poema de Dora Ferreira da Silva
As flores do inverno vão se abrindo
em arbustos sem folhas
candelabros de ramos
que se aquecem
na débil luz que emana das corolas.
Falam em surdina, veladas de aroma,
as pétalas, bailarinas do pudor,
confidenciando nos vórtices secretos
dentro da pálpebra do dia sem calor.
Fonte: "Poesia reunida", Topbooks Editora, 1999.
Originalmente publicado em: "Andanças", Edição da Autora, 1970.
Fonte: "Poesia reunida", Topbooks Editora, 1999.
Originalmente publicado em: "Andanças", Edição da Autora, 1970.
