Poema de crroma
No verão procuram
águas que refresquem.
Dias sem precedentes,
de calor extremo.
As matas desbastaram.
Os solos asfaltaram.
Os ares poluíram.
Em tudo habita o plástico.
O sol calcina residências.
Ruas inflamam em brasa.
Algum conforto se extrai
de ares-condicionados.
Melhor sair para o rio,
para a cachoeira, a praia.
Um abrigo na natureza
aos males que provocaram.
A manhã desabrochada
em insólita temperatura.
Buscam, semi-despidos,
um instante de alívio.
Precipitam-se no líquido.
Águas, então, traiçoeiras:
fortes correntezas
colhem, para si, afogados.
(Do Portal Educadora: 'Onda de calor: guarda-vidas do Corpo de Bombeiros Militar realizam mais de 160 salvamentos no fim de semana')
